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Fator Coronavírus: como as empresas devem lidar com o problema?

Nos últimos meses não se fala em outra coisa, e, convenhamos, não é para menos. O tema Coronavírus tomou conta do nosso dia a dia de tal maneira, que vem interferindo na forma como nos deslocamos, interagimos, estudamos, compramos e trabalhamos. Desde que esse vírus rompeu as fronteiras da China e começou a se espalhar pelo mundo inteiro, o cotidiano do ser humano se transformou de forma bastante abrupta.

Segundo dados atualizados da Universidade Johns Hopkins (EUA), os números apontam um total superior a *147 mil mortes em todo o mundo, com mais de 2 milhões de infectados ao redor do planeta. Aqui no Brasil os dados também são bastante impressionantes: quase 2 mil mortes e mais de 30 mil infectados (*dados atualizados até o dia 16 de abril de 2020).

A imposição de medidas essenciais, como o isolamento social – sendo levado à frente em grande parte do mundo, é um fator defendido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela imensa maioria dos especialistas da área da saúde. Infelizmente, esse posicionamento necessário traz consequências no aspecto econômico, já que, com a proibição da abertura de grande parte do comércio e o não incentivo para que as pessoas saiam de casa, o impacto na economia se faz presente de forma contundente.

Entretanto, os setores dos chamados serviços essenciais seguem trabalhando normalmente para suprir as necessidades da população em geral. Na Kadesh, a produção de calçados (EPIs – Equipamentos de Proteção Individual) não para. Nossos colaboradores seguem trabalhando, seguindo normas de segurança para evitar o Covid-19.

E você, quer saber como a sua empresa pode proteger os seus colaboradores frente ao Coronavírus? Confira abaixo.

Como as empresas devem lidar com o problema?

  • Quem estiver com doença respiratória, fique em casa

Incentivar que os colaboradores que apresentam sintomas semelhantes ao do Covid-19 fiquem em casa, para evitar contato com os colegas é uma medida fundamental. Recomenda-se que a pessoa não vá trabalhar até estar livre dos sintomas por 48 horas, sem uso de medicamentos que alterem ou aliviem os sintomas. Nesse caso, vale até mesmo flexibilizar a política de entrega do atestado, para não sobrecarregar o sistema de saúde de forma desnecessária.

  • Identifique casos suspeitos.

Se um trabalhador chegar na empresa com sintomas de doenças respiratórias agudas (como febre, tosse e falta de ar), ele precisa ser liberado do expediente para buscar ajuda imediatamente.

  • Mantenha o ambiente limpo

É preciso conscientizar os colaboradores da importância da higienização – tanto do local de trabalho quanto do próprio corpo. No caso de tosse ou espirro, o colaborador precisa cobrir o nariz e a boca com o braço. Essencial também orientar que os colaboradores utilizem álcool 70-95% ou água e sabão por pelo menos 20 segundos para lavar as mãos. Limpar as superfícies, como mesas e maçanetas, também é uma forma de se evitar o contágio interno.

  • Cuidado com viagens

Antes de enviar um funcionário para uma viagem – principalmente internacional – confira a lista de países com alertas ou restrições divulgadas pelo Ministério da Saúde. Não há uma recomendação para cancelamento. Todavia, se o trabalhador adoecer durante a viagem é preciso que ele comunique imediatamente aos superiores para receber as orientações adequadas.

  • Ajude a manter a calma

Em um momento com muita desinformação, é preciso orientar os colaboradores para que não entrem em pânico. Paineis informativos, palestras, comunicados internos. Tudo pode ser utilizado para que não haja desespero coletivo. E também vale lembrar que pessoas sem sintomas não precisam realizar exames.

Sintomas do Coronavírus

Os sintomas mais comuns são febre, cansaço, dificuldade para respirar e tosse seca. Alguns pacientes podem ter dores, congestão nasal, coriza ou dor de garganta. Esses sintomas, geralmente, são leves e começam gradualmente.

Nos casos mais graves, a infecção causa pneumonia, síndrome respiratória aguda, insuficiência renal e até mesmo a morte dos pacientes.

A grande maioria das pessoas infectadas pelo Coronavírus não apresenta sintomas e não se sente mal (são os chamados assintomáticos), cerca de 86% segundo a revista norte-americana Science.