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As melhores práticas para evitar acidentes de trabalho em 7 passos

Independente do tamanho da empresa ou do ramo de atuação, a prevenção a acidentes de trabalho é um fator que precisa estar sempre na pauta prioritária de qualquer gestor. Afinal, o trabalhador é a principal engrenagem do setor produtivo e o elemento mais importante que compõe a indústria. Por isso, no artigo de hoje, vamos abordar quais são as melhores práticas para se evitar acidentes de trabalho.

Em um mercado cada vez mais competitivo, o desafio é criar um ambiente de trabalho em que bons resultados e eficiência operacional possam coexistir com segurança, saúde e bem-estar. Dessa forma, cria-se o cenário ideal para que acidentes e doenças ocupacionais sejam verdadeiramente evitados.

Aqui mesmo em nosso Blog, você já viu que o Brasil é o 4º País que mais registra acidentes de trabalho em todo o mundo. Em média, a cada 48 segundos acontece um acidente de trabalho em nosso território, fazendo com que sejamos top 5 nessa triste estatística. Por isso, falar sobre esse tema nunca é demais.

Mas, você pode estar se perguntando: na prática, quais são as melhores práticas para evitar acidentes de trabalho?

Abaixo, reunimos 7 passos essenciais para evitar acidentes de trabalho em sua indústria.

Vamos conferir?

PASSO 1 – Lembre-se, os EPIs são FUNDAMENTAIS!

Os chamados Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) são absolutamente fundamentais na prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. Eles protegem os trabalhadores e são desenhados de tal forma a não interferirem na produtividade, ou seja, são simplesmente essenciais.

Importante ressaltar que independente da atividade profissional, o risco à saúde pode sim existir, por isso, é preciso ficar muito atento mesmo em setores que “aparentemente” não oferecem risco.

Como escolho os EPIs? Cada função/atividade exige EPIs específicos, portanto, é necessário identificar dentro da equipe de trabalho e da linha de produção, quais são os equipamentos mais adequados para cada atividade laboral desenvolvida.

Há EPIs para praticamente todas as partes do corpo, assim, a identificação dos equipamentos corretos está correlacionada com o tipo de trabalho executado. Também é importante alertar para o uso de EPIs de qualidade. Prefira fabricantes de renome, que estão no mercado há vários anos e que distribuem seus produtos em várias partes do Brasil.

Além disso, também é preciso ficar sempre atento com a reposição desses equipamentos, devido ao desgaste do uso diário.

PASSO 2 – Divulgue os eventuais riscos aos quais os colaboradores estão expostos

Os acidentes de trabalho têm origem nos riscos ocasionados pelo próprio ambiente laboral. Assim, antes de prevenir acidentes ou doenças ocupacionais, seus colaboradores devem conhecer todos os riscos a que (potencialmente) estão submetidos. Quando isso ocorre, eles criam consciência da importância da prevenção de acidentes e doenças ocupacionais, já que entendem quão danosos esses riscos podem ser.

Os chamados “riscos ambientais” no trabalho são divididos em:

  • Físicos: referem-se às energias a que os funcionários de uma indústria estão submetidos (vibrações, temperatura, pressões e radiações);
  • Químicos: produtos e substâncias que, quando em contato com o trabalhador causam sérios danos à saúde;
  • Biológicos: são causados por bactérias e outros microrganismos que podem infectar os colaboradores;
  • Acidentes: ocorrências em um ambiente de trabalho que causam danos à saúde dos colaboradores;
  • Ergonômicos: prejuízos que são originados a partir do esforço físico intenso e em excesso.

A melhor forma de alertar sobre os riscos é promover palestras, reuniões e informativos que deem ao colaborador a noção exata da importância da prevenção e quais são as formas mais efetivas de se prevenir.

Caso você não tenha um mapeamento dos riscos de cada função, é preciso realizar o quanto antes seu Programa de Prevenção de Riscos Ambientais e Análise Ergonômica do Trabalho.

Canal de Comunicação com os colaboradores. Ter um canal aberto de comunicação com os colaboradores (jornal interno, revista, intranet etc) também é muito importante para divulgar informações e alertas sobre segurança do trabalho.   

PASSO 3 – Capacite seus colaboradores sempre que possível

Complete a frase: as empresas são o resultado de…pessoas!  Isso mesmo, seus colaboradores são o grande diferencial de seu negócio. Portanto, é preciso que todos estejam bem treinados e capacitados para manusear suas ferramentas de trabalho de maneira correta e eficiente. Para tal, é necessário realizar treinamentos, reciclagens constantes e workshops para instruí-los.

Ao fazer isso, é possível minimizar e evitar as doenças ocupacionais, ao mesmo tempo em que o time se mantém atualizado e fortemente capacitado.

Faça manutenções regulares nas máquinas e ambientes. Nesse quesito, vale destacar a importância de se contar com um planejamento para orientar os gestores no que diz respeito às manutenções regulares que devem ser feitas nas instalações e ambientes de trabalho.

PASSO 4 – Dê real importância aos exames periódicos

Na imensa maioria das vezes, as chamadas doenças ocupacionais não acontecem do dia para a noite. Elas geralmente originam-se de situações repetitivas que se concretizam com frequência no ambiente de trabalho.

Para detectá-las, o RH ou o SESMT devem promover a realização de exames médicos periódicos, a fim de manter atualizadas as informações sobre saúde.

Com isso, é possível prevenir ou identificar doenças ocupacionais logo em sua origem, tornando o tratamento muito mais rápido e prático. Além disso, é possível fazer um diagnóstico e acompanhar o quão prejudicial seu ambiente pode ser para seus colaboradores. Caso muitos apresentem problemas ou doenças ocupacionais, algo está errado e deve ser solucionado.

PASSO 5 – Respeite as leis e as regulamentações

Todas as atividades laborais devem estar pautadas nas legislações pertinentes à segurança do trabalho e também à saúde ocupacional. Caso você não as cumpra, além de colocar a saúde do seu colaborador em risco, você também pode levar multas. Todas as adaptações devem ser realizadas e a segurança dos colaboradores deve ser prioridade máxima.

PASSO 6 – Formação da CIPA e documentações de SST em dia

A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) é FUNDAMENTAL na garantia de um ambiente muito mais seguro e menos propenso a acidentes.

Por essa razão, a formação da CIPA é prioridade, bem como a manutenção das documentações de SST (Segurança e Saúde no Trabalho) sempre em dia.

Contrate também profissionais de Segurança do Trabalho capacitados para exercerem a função da forma mais competente possível.

Criar um manual prático com a política interna de SST e divulgá-lo aos colaboradores é outra ação importante para a fundação de uma cultura pautada na segurança do trabalhador. Reuniões, palestras e workshops sobre o tema também são fundamentais.

PASSO 7 – Identifique situações de risco e atue imediatamente sobre elas

Assim que uma situação de risco é identificada, todas as medidas preventivas devem ser colocadas em prática. A comunicação ao setor responsável tem que ser imediata e, se não puderem ser sanadas com rapidez, toda a contenção e a sinalização da área devem ser providenciadas.

 

 

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