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Proteção para as mãos: conheça os EPIs indicados para cada situação

Você sabia que as mãos e os pés são as partes do corpo mais afetadas por acidentes de trabalho no Brasil? Já abordamos aqui no blog sobre a proteção para os pés, por isso agora iremos falar sobre a proteção para as mãos.

De acordo com o Anuário Estatístico de Acidentes de Trabalho, cerca de 30% dos acidentes de trabalho atingem as mãos. E pesquisas apontam que 80% destes acidentes poderiam ser evitados se o trabalhador tivesse usado corretamente o Equipamento de Proteção Individual (EPI).

Então o melhor caminho é sempre a prevenção. Estas ações são de responsabilidade do setor de Saúde e Segurança do Trabalho (SST), que orienta quais os EPIs ideais para cada atividade, realiza os Diálogos de Segurança (DDS) e promove a conscientização sobre os riscos e os cuidados necessários em cada atividade.

Nesse artigo, iremos falar sobre os EPIs de proteção para as mãos e suas indicações de acordo com os riscos e atividades laborais. Para isso, abordaremos os seguintes tópicos:

  • Tipos de acidentes
  • Principais causas de acidentes nas mãos
  • Proteção para as mãos
  • Luvas de segurança

Tipos de acidentes

No ambiente profissional, existem dois tipos possíveis de acidentes: o acidente de trabalho e o acidente de trajeto. No acidente de trabalho é fundamental o entendimento dos riscos e o uso de EPCs e EPIs adequados para a atividade. E no acidente de trajeto, também existem os equipamentos de segurança adequados, além de outros cuidados que já falamos aqui no blog.

Quando o assunto são os acidentes de trabalho envolvendo as mãos, encontramos diversos tipos de ocorrência, que podem ser de lesões leves até as mais graves. São eles:

  • Cortes;
  • Contusões;
  • Choques;
  • Prensamentos;
  • Ferimentos e mutilações;
  • Queimaduras;
  • Perfurações;
  • Esfolamentos;
  • Fraturas.

O EPI é o equipamento de proteção, mas também não é o único responsável pela proteção do trabalhador. Atos seguros e condições seguras também influenciam diretamente na ocorrência do acidente. O EPI tem a função de zerar ou diminuir os riscos de acidentes em conjunto com o EPC.

Principais causas de acidentes nas mãos

As mãos são um dos nossos maiores tesouros. Considerando os riscos ocupacionais, as mãos estão expostas a riscos mecânicos (corte, abrasão e perfuração), químicos (contatos com diversos produtos químicos de qualquer ordem), temperaturas (altas ou baixas), biológicos (principalmente vírus, bactérias e outros seres), e ergonômicos (uso repetitivo de movimentos ou ergonomia inadequada).

Por isso, quando falamos em acidentes de trabalho, é preciso conhecer os riscos que cada atividade pode oferecer aos profissionais. Somente assim é possível realizar ações para prevenir e evitar os acidentes de maneira mais eficaz. A seguir, listamos quais são os principais motivos de acidentes nas mãos e como agir para minimizar os riscos.

Uso inadequado de EPIs

Os EPIs são essenciais para proteger o trabalhador de acidentes. Mas é preciso fazer o uso correto, seguindo as orientações dos profissionais de Saúde e Segurança do Trabalho. É importante também saber a duração de cada EPI e ficar atento às necessidades de substituição do mesmo.

Compartilhamento de EPIs

A partilha de EPIs entre funcionários é uma prática errada e que deve ser evitada em sua gestão. O compartilhamento é errado, e altamente arriscado em tempos de pandemia.

Averiguação do EPI

Fique muito atento para supervisionar as luvas antes e depois de cada uso, buscando sinais de deterioração, ressecamento, descoloração e orifícios.

Falhas nos processos de manutenção

Além do profissional tomar os cuidados necessários no desenvolvimento da sua atividade, a empresa precisa garantir que os equipamentos e máquinas estejam em perfeitas condições. Portanto, é preciso haver processos eficientes de manutenção para minimizar os riscos ambientais. A manutenção constante evita que sejam utilizadas máquinas e ferramentas com defeito.

Falta de atenção na atividade desempenhada

Alguns trabalhadores acreditam que dominam completamente suas funções. Assim, acabam diminuindo a atenção no dia-a-dia, pois acham que nada de errado pode acontecer. Infelizmente, são nesses momentos de desatenção que alguns acidentes podem ocorrer.

Desrespeito às normas de segurança

Respeitar as normas de segurança e as orientações dos profissionais de SST é obrigação do trabalhador. As normas são elaboradas de acordo com a análise de riscos de cada atividade, por isso são uma ferramenta importantíssima na prevenção de acidentes.

Falta de diálogo e treinamento contínuo

O treinamento contínuo dos colaboradores é de extrema importância para rever e atualizar processos e procedimentos que podem auxiliar na realização da atividade. Uma prática indicada é a realização de Diálogos de Segurança (DDS) para falar sobre prevenção a acidentes e boas práticas de segurança do trabalho. O objetivo dos DDS é conscientizar os colaboradores para evitar situações críticas em uma reunião rápida, que pode durar entre 5 e 15 minutos.

Substituição do EPI

Todo EPI deve ser fornecido de maneira gratuita aos funcionários expostos aos riscos de maneira prolongada, ou mesmo em casos de riscos em caso de passagem ou aleatórios. E a substituição deve compreender o tempo de durabilidade, os riscos envolvidos, e a proteção do trabalhador.

Proteção para as mãos

A luva é um dos principais EPIs no mercado. Hoje há sempre uma solução para a sua atividade, quer seja de baixo, médio ou alto risco; a que tenha somente um risco ou uma série de riscos combinados. O importante é que a luva seja um importante complemento do trabalho, e que a mesma não atrapalhe, ou gere mais problemas devido ao uso.

Além das luvas, existem outros EPIs para proteção para as mãos. De acordo com a Norma Regulamentadora nº 6 (NR 6), há também os cremes protetores e as dedeiras.

Os cremes protetores, também conhecidos popularmente como “luvas químicas”, auxiliam na proteção das mãos e dos membros superiores contra agentes químicos.  Dentre eles estão os cremes água-resistentes, óleo-resistentes e os cremes especiais, que possuem indicações específicas de acordo com as apontadas pelo fabricante.

As dedeiras têm como objetivo proteger os dedos contra agentes abrasivos e escoriantes. Este EPI é indicado para atividades que não oferecem tanto risco e que não necessite de proteção para a mão inteira, somente para os dedos que executam a atividade.

As luvas ajudam a proteger as mãos e os pulsos contra vários riscos, como cortes, radiações, eletricidade, agentes químicos, entre outros. Segundo a NR 6, as luvas, assim como os outros EPIs, são classificadas de acordo com os possíveis riscos. No tópico a seguir iremos aprofundar sobre as luvas de proteção.

Luvas de Segurança

Existem diversos modelos de luvas de segurança, que são classificadas pela NR 6 de acordo com a proteção oferecida contra:

  • agentes abrasivos e escoriantes;
  • agentes cortantes e perfurantes;
  • choques elétricos;
  • agentes térmicos;
  • agentes biológicos;
  • agentes químicos;
  • vibrações;
  • umidade proveniente de operações com uso de água;
  • radiações ionizantes.

De acordo com as especificações da NR 6, vamos falar aqui sobre os principais modelos de luvas de segurança disponíveis no mercado de EPIs.

  • Luva Resistente a Corte: são modelos que protegem as mãos contra cortes de produtos secos e podem ser confeccionadas com fibras sintéticas (principalmente vidro e polietileno) e/ou aço, dependendo do nível de proteção ao corte.
  • Luva de Látex Natural: este material evita a penetração de líquidos e é extremamente maleável. Oferece resistência contra muitos ácidos, álcool e outros produtos químicos, por isso são indicadas para os setores agroindustrial, de higienização e limpeza.
  • Luva de PU: modelo mais consumido no mercado nacional, pois oferece ótima resistência à abrasão, excelente tato na manipulação de pequenos objetos, e a proteção contra líquidos de baixo risco químico.
  • Luva Nitrílica: modelo versátil e resistente a diversos produtos químicos e abrasivos. Indicada para indústria automotiva, construção civil, indústria moveleira, química e alimentícia.
  • Luva de PVC: possui ótima resistência contra produtos químicos e abrasivos. Por isso é ideal para o manuseio de ácidos, óleos e graxas, lubrificação de peças, construção civil, lã de vidro, limpeza pesada, entre outros.
  • Luva Tricotadatambém conhecida como luva de malha, protege contra agentes abrasivos e escoriantes. Este modelo é confortável, respirável e oferece boa flexibilidade para o manuseio de peças, sendo ideais para uso em serviços gerais.
  • Luva de Vaqueta e Raspa: são luvas resistentes, ótimas para a execução de serviços pesados e abrasivos. Indicadas para a construção civil carga e descarga de materiais, mineração, indústria moveleira, montagem de estruturas metalizadas e demais manutenções em geral.
  • Luva de Alta Tensão: são fabricadas com composto natural de borracha e devem ser usadas para proteção pessoal contra choques elétricos e queimaduras graves. São bastante utilizadas na área de manutenção de indústrias e redes elétricas em geral.
  • Luva de Neoprene: confeccionada em borracha sintética, oferece resistência a altas e baixas temperaturas, impermeabilidade e com secagem rápida após ser molhada. É leve, maleável e antiderrapante, o que facilita o manuseio de diversos materiais. Indicada para indústrias automotivas, químicas, de limpeza e alimentícia.

É importante destacar que as luvas podem ser descartáveis ou reutilizáveis. A durabilidade depende do risco ao qual o material é exposto e as atividades que serão executadas.

Por isso é importante prestar atenção às orientações do fabricante e dos profissionais de saúde e segurança do trabalho. Assim, você conseguirá manter a proteção para as mãos de maneira mais eficaz.

Tamanho de mãos

Assim como na escolha de um calçado (de segurança ou para lazer) você compra no tamanho correto para os seus pés, o mesmo deve ocorrer na luva de segurança. Uma luva inapropriada em tamanho gera alguns problemas:

  • Perda de tato e diminuição do desempenho
  • Risco de prensamento
  • Perda de conforto
  • Maior exposição ao risco

Use a luva correta para o seu tamanho de mão. Para medir, use uma régua e o guia de tamanho abaixo. As medidas internacionais mencionam tamanhos em polegadas e de acordo com o diâmetro total da sua palma e dorso de mão agregadas. Usualmente as medidas são:

  • Tamanho 06 – Similar ao PP
  • Tamanho 07 – Similar ao P
  • Tamanho 08 – Similar ao M
  • Tamanho 09 – Similar ao G
  • Tamanho 10 – Similar ao GG

Uma luva deve estar justa na mão: nem muito apertada, nem muito folgada. E como qualquer equipamento, ele está para proteger e melhorar o desempenho no trabalho.

guia de tamanho de luvas

A Kadesh, empresa referência na confecção de calçados de segurança, agora conta também com luvas de proteção em seu portfólio de produtos. Visite nosso site para conhecer os modelos e acessar as fichas técnicas.

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