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Como escolher o calçado para uso eletricista ideal?

Nas indústrias, a maior parte das máquinas é alimentada por energia elétrica. Por isso, o conhecimento sobre riscos e consequências e a tomada de ações preventivas são absolutamente fundamentais quando o assunto é energia elétrica.

Dados divulgados pelo Anuário Estatístico de Acidentes de Origem Elétrica 2022, da Abracopel, indicam que, em 2021 foram registrados 1.579 acidentes com energia elétrica. Em relação aos óbitos, foram 674 por choques elétricos e 46 decorrentes de incêndios por sobrecarga de energia (curto-circuito).

Entre 2013 e 2021 registrou-se um total de 10.995 de acidentes com eletricidade, sendo uma média de 1221,7 por ano. Esse número representa cerca de 3,35 acidentes com eletricidade por dia.

acidentes de origem elétrica 2013 a 2021

Fonte: Anuário Estatístico Abracopel de Acidentes de Origem Elétrica2022 – Ano base 2021

 

Tanto na manutenção dos equipamentos quanto na hora de operar as máquinas é preciso tomar todos os cuidados. Pois, dependendo da função que o trabalhador desempenha, a proteção contra os riscos ligados a descargas elétricas é fundamental.

E quando falamos em calçado de segurança ideal para uso eletricista, deve-se observar o material de confecção e os opcionais necessários.

Nesse contexto, preparamos esse artigo que vai abordar os seguintes tópicos:

  • O que diz a NR 10?
  • Características do calçado para uso eletricista
  • Outros EPIs para proteger de riscos elétricos

O que diz a NR 10?

Para que o calçado de segurança esteja adequado para o uso eletricista, o fabricante deve atender às normas regulamentadoras NR 6 e NR 10.

A NR6 é a principal norma que trata de todas as diretrizes que um Equipamento de Proteção Individual (EPI) deve atender diante de sua fabricação, compra, oferta, adequado uso, higienização e também conversação.

Já a NR 10 é a norma que regulamenta as ações necessárias para proteger a saúde dos trabalhadores que interagem, direta ou indiretamente, com instalações elétricas e seus sistemas.

O objetivo é estabelecer procedimentos e requisitos para que as empresas implementem medidas de controle e sistemas preventivos para garantir a segurança e a saúde dos profissionais.

Dentre as medidas que devem ser adotadas estão a sinalização de segurança e uso EPCs (Equipamentos de Proteção Coletiva) e EPIs, como o calçado de segurança e outros equipamentos.

A NR 10 tem que ser aplicada em todas as empresas onde os funcionários desempenham funções de transmissão, geração, distribuição ou consumo de energia.

Além disso, a norma determina a obrigatoriedade do treinamento de, no mínimo 8 horas, para profissionais que trabalham com linhas energizadas ou em situações de riscos elétricos.

Características do calçado para uso eletricista

O calçado para uso eletricista possui componentes que ajudam a evitar a passagem da corrente elétrica. Assim, protege os pés do trabalhador contra os riscos de choques elétricos.

Ele não pode ser confeccionado com componentes metálicos em seu acabamento (ilhoses, fivelas, zíper), nem mesmo conter uma biqueira ou palmilha de aço. Afinal, os metais são condutores de eletricidade.

O indicado é substituir a biqueira de aço pela biqueira de composite e utilizar a palmilha antiperfuro de fibra de aramida, ao invés da fabricada em aço.

O calçado para uso eletricista deve ser resistente a objetos perfurocortantes, altas temperaturas, presença de produtos químicos e agentes abrasivos.

Ter um solado antiderrapante também é essencial para evitar escorregões ou quedas durante trabalhos realizados em ambientes molhados ou em altura.

De acordo com a norma ABNT NBR 16.603:2017, os calçados para uso eletricista devem atender os seguintes requisitos:

  • Resistência elétrica – maior que 1.000 MΩ;
  • Isolamento elétrico – o calçado deve ser capaz de suportar a aplicação de 14.000 V (rms) em 60Hz por 1 min, sendo que o valor da corrente de fuga não deve ser maior do que 0,5 mA. Porém é importante destacar que o valor de ensaio de 14.000 V não implica que ele pode ser usado nesta tensão. O indicado pela norma é o uso do calçado na tensão de até 500 V.
  • Cabedal resistente à penetração de água – toda a região do dorso, até o ressalto, deve estar livre de costuras. O acabamento não deve ter falhas ou cantos vivos, além de apresentar costura da língua que impeça a passagem de água para o interior da bota.
  • Marcações – identificação por meio das siglas SI (segurança isolante elétrico, com biqueira resistente a impacto de 200J), PI (proteção isolante elétrico, resistente a impacto de 1.000J) e OI (ocupacional isolante elétrico, sem biqueira);
  • Indicação de resistência e símbolo elétrico – aplicar, na parte externa do calçado, a simbologia de resistência ao choque elétrico (500 V).

Outros EPIs para proteger contra riscos elétricos

Além do calçado de segurança, o profissional que trabalha com eletricidade deve fazer uso de outros equipamentos de proteção individual.

  • Luva de segurança – As luvas isolantes de borracha garantem a segurança na manutenção de instalações e serviços com eletricidade em geral.
  • Manga isolante de borracha – Para complementar a proteção das luvas, a manga ajuda a proteger os braços e proporciona mais segurança.
  • Cinto de segurança – O cinto de segurança para eletricistas é específico para proteger o trabalhador do risco de choque elétrico. Deve ser utilizado nos trabalhos realizados a mais de 2 metros do chão.
  • Vestimentas especiais – Camisas e calças especiais contra agentes térmicos provenientes do arco elétrico, dependendo da situação, são fundamentais.
  • Capacete de segurança classe B – Esse é o modelo indicado para proteger contra os riscos elétricos.

Como vimos, existem normas regulamentadoras e características especiais para o calçado e outros equipamentos de segurança para uso eletricista. Por isso, os trabalhadores devem usar os EPI’s adequados para a atividade.

Por sua vez, as empresas também devem promover treinamentos constantes. Assim, com o repasse de informações e procedimentos de segurança corretos, é possível evitar problemas no dia a dia com prováveis falhas ou erros.

Outro ponto fundamental é a realização de manutenção periódica nas máquinas e instalações para garantir a segurança dos profissionais. Uma máquina com defeito é uma fonte geradora de problemas e representa, sobretudo, um grande risco para o trabalhador.

A melhor forma de diminuir os números de acidentes e mortes por eletricidade é a prevenção. E não se esqueça que a prevenção é um papel tanto do empregador, quanto do profissional, ou seja, cada um deve fazer a sua parte.

 

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